Após o fim da Duo, uma nova fase artística se inicia, marcada por expectativas, mudanças e descobertas. É um momento de reconstrução e, ao mesmo tempo, de evolução, em que a artista se prepara para mostrar ao público um lado diferente de sua identidade musical. Entre colaborações desejadas, inspirações que guiam o processo criativo e reflexões sobre sua trajetória, essa etapa promete revelar não apenas o amadurecimento profissional, mas também o crescimento pessoal conquistado ao longo dos anos.
INTERVIEW
Você é uma das maiores cantoras da história da Metamusic . Qual a sua perspectiva quanto a projetos futuros ?
Definitivamente, me sinto grata por ter trabalhado durante o período da duo VHZANDSZAGIRLS com minha grande amiga VHZ, porém, ambas sentíamos que era necessário dar um passo além do que mostrávamos em dupla, e espero entregar algo digno para vocês ! Espero mostrar um lado diferente de mim a cada lançamento, sempre procurando entregar meu melhor .
Seu primeiro álbum solo está a caminho. Pode nos detalhar sobre a obra ?
Sim ! Meu álbum se chamará “OPULENCE” e irá lançar em setembro . Estou muito ansiosa para esse novo capítulo em minha carreira e preparando muitas coisas novas . Esse álbum irá abordar assuntos como amor, liberdade de expressão , sexo, e representatividade com a cultura negra !
Como você se expressa por meio de sua arte ?
Eu me expresso pela arte como quem respira: é a forma que encontrei de transformar dor em beleza, luta em melodia e resistência em poesia. Como mulher negra, cada vez que canto, eu carrego comigo as vozes das minhas ancestrais, as histórias que não puderam ser contadas e a esperança de quem ainda sonha. A música é meu grito, meu abraço, meu manifesto. É através dela que eu celebro a vida, denuncio as injustiças e, ao mesmo tempo, ofereço cura. A arte é minha arma mais doce, minha oração mais forte, e meu modo de existir com dignidade em um mundo que tantas vezes tenta nos calar.
Você acredita que essa etapa será um recomeço ou uma evolução natural do que já construiu?
Eu sinto que é um pouco dos dois. Existe, sim, um recomeço — porque me redescubro sozinha, com a minha própria voz em primeiro plano, sem precisar dividir espaço criativo. Mas também é uma evolução natural, porque tudo o que construí até aqui, com o duo, me trouxe até esse momento. Eu não apago a minha história, eu a levo comigo como base. O que muda agora é a forma de me expressar, mais íntima, mais livre, mais fiel ao que eu sou como mulher negra, como artista. Então, é um recomeço, mas um recomeço enraizado em tudo que já plantei.
Como você enxerga essa nova fase da sua carreira, sendo a primeira após o fim da Duo?
Eu enxergo essa fase como um momento de afirmação. Estar na duo foi uma experiência muito importante, me deu visibilidade, aprendizados e histórias que sempre vou carregar com carinho. Mas agora é a primeira vez que posso me colocar inteira, sem filtros, com a minha identidade musical, política e pessoal em evidência. Como uma artista negra, sei que cada passo meu carrega um peso simbólico, e por isso quero que essa fase seja não só sobre mim, mas também sobre abrir caminhos, inspirar outras mulheres a se verem e se ouvirem. É um desafio, mas também é libertador. É sobre me reinventar sem perder minhas raízes.
O que os fãs podem esperar de diferente nesse novo momento artístico?
Os fãs podem esperar mais verdade, mais coragem e mais experimentação. Esse novo momento é sobre me permitir ir além das expectativas, trazer sonoridades que dialogam com minhas raízes, mas também com o futuro que eu quero construir. Vou falar de coisas que antes eu não tinha espaço ou liberdade para colocar na música — minhas vivências como mulher negra, minhas dores, minhas vitórias, minhas alegrias. É um momento em que eu quero ser ainda mais transparente com quem me acompanha, sem medo de mostrar todas as minhas camadas. Vai ser intenso, profundo e, acima de tudo, real.
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